


Histórias do
extremo norte
formativas em escrita de roteiro e projeto culturais para jovens de 17 a 29 de Roraima
O Histórias do Extremo Norte é um programa de oficinas realizado pela Tambaqui Cultural, voltado à escrita de roteiros de cinema e ao desenvolvimento de projetos culturais para o audiovisual. A iniciativa convida jovens de 17 a 29 anos das cidades de Rorainópolis, Cantá, Pacaraima, Bonfim e Boa Vista a transformar suas vivências em histórias para o cinema. As oficinas são gratuitas e ministradas por Elder Torres e Nando Motta, abordando criação de roteiros, estrutura narrativa e elaboração de projetos para editais de fomento. Cada participante selecionado receberá uma ajuda de custo de R$ 300,00. Ao final, os alunos terão um roteiro de curta-metragem e um projeto cultural estruturado, prontos para inscrição em editais e oportunidades de financiamento no audiovisual.
O Clube
espetáculo teatral :: comédia dramática
Clube é uma comédia contemporânea com direção de Nando Motta e dramaturgia de Elder Torres. A peça acompanha Pedro, um homem comum que, em um dia comum, em um bar comum, descobre a existência de um clube de ódio secreto e invisível — uma organização sem rosto que cresce rapidamente e passa a influenciar a vida de milhares de pessoas. A partir desse encontro inesperado, Pedro inicia uma jornada para decidir se quer ou não fazer parte desse sistema que se alimenta da polarização, do anonimato e da circulação de discursos agressivos.
Com humor ácido e olhar crítico, a peça constrói uma metáfora sobre o mundo contemporâneo e seus “clubes de ódio” espalhados por redes sociais, grupos de WhatsApp, canais de YouTube, plataformas digitais, programas de fofoca e parte da mídia sensacionalista.
Em cena, o espetáculo articula diferentes linguagens cênicas, combinando teatro épico, instalação performática, video mapping e live cinema, criando uma experiência dinâmica em que realidade e ficção se entrelaçam. A montagem estreou em 2024 e realizou temporadas em São Paulo, incluindo apresentações na Funarte/SP, provocando o público a refletir sobre os mecanismos de propagação do ódio e sobre as escolhas individuais diante desse fenômeno.
O que fazer com resto das árvores
espetáculo teatral :: comédia dramática
O espetáculo O que fazer com o resto das árvores? é uma reflexão bem-humorada sobre a construção do conhecimento e, sobretudo, da memória. A peça narra a história de dois irmãos que precisam lidar com uma herança inesperada deixada pelo pai após quarenta anos de trabalho: um milhão de cópias impressas de uma enciclopédia — um objeto criado para concentrar todo o conhecimento do mundo, mas que, em plena era digital, já parece não ter lugar.
A partir dessa situação insólita, a obra convida o público a pensar sobre as heranças que recebemos — não apenas de nossos antepassados, mas também da sociedade. Das pequenas escolhas cotidianas às grandes questões geopolíticas globais, como o superaquecimento do planeta ou conflitos internacionais, tudo faz parte de um legado que herdamos, precisamos enfrentar no presente e que, inevitavelmente, moldará aquilo que deixaremos para as próximas gerações.
Em cena, os elementos simbólicos do texto dialogam com recursos do cinema documental, instalação cênica, video mapping e teatro narrativo, criando uma linguagem híbrida que amplia as camadas de leitura do espetáculo e provoca o público a refletir sobre quais heranças queremos preservar e quais devemos transformar ou abandonar.
O espetáculo estreou em 2018, com apresentações no CCBB Belo Horizonte e no Teatro da SP Escola de Teatro, em São Paulo, e já foi assistido por mais de 3.000 espectadores.
180 Dias de Inverno
espetáculo dança teatro
180 dias de inverno é um espetáculo dirigido por Nando Motta, inspirado no texto “Minha Fantasma”, diário do artista plástico Nuno Ramos. A peça acompanha os seis meses em que o autor cuidou de sua companheira durante uma doença grave, revelando, em uma narrativa poética e intimista, os medos, dúvidas e esperanças que atravessam esse período.
Com uma linguagem delicada e sensível, o espetáculo combina dança-teatro, vídeo-arte, instalação, música experimental e teatro contemporâneo, criando uma experiência cênica que reflete sobre o amor, o cuidado e a fragilidade humana diante de situações limite.
Desde sua estreia em 2010, 180 dias de inverno já foi assistido por mais de 150 mil espectadores, passando por 18 festivais e 22 cidades brasileiras. Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos e prêmios, entre eles o Edital Oi Futuro (2010), o Prêmio Mixórdia – Melhor Espetáculo de 2010, o Prêmio Sinparc Usiminas – Melhor Trilha Sonora (2011) e o Prêmio Sesc/Sated-MG – Melhor Iluminação (2011), além de ter sido contemplado por editais e programas de fomento como Cena Minas (2013), Caixa Cultural (2017 e 2019), Lei Aldir Blanc (2021), Qualicult (2021) e ProAC/SP (2023), acumulando ainda mais de dez indicações em diferentes categorias ao longo de sua trajetória.
















